Eu cultivo a minha solidão
Como quem cultiva uma rosa,
Sem cuidados excessivos
Para que ela não feneça,
Mas com cuidados diários
Para que ela desabroche
E se perpetue...
Eu cultivo a minha solidão
Como quem faz poesia,
Tecendo cada verso
Podando sempre os excessos,
Transformando-a em arte
Que só eu possa usufruir.
Eu cultivo a minha solidão
Como quem escreve um livro,
Onde cada página fala mais
Sobre mim e menos de ti
E assim me basto completamente.
Yves Vicente Serrano
Recife, 15 de abril de 2026 às 07:00
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