13 setembro 2010

Fugindo de mim mesmo...


Percorri por entre sombras como um fantasma...
Com o olhar perdido deixava-me levar
Por trilhas que subiam e desciam no meio da floresta,
Desvendando o desconhecido sem ter nada para encontrar...

Poderia ter passado dias, horas ou meses que eu estava ali.
Mas eu estava naquele estado de consciência
Em que o tempo era totalmente indiferente
Era apenas impulsionado a continuar caminhando...

Lagrimas desciam pelo meu rosto
Contrariando o meu desejo de não chorar
Varias cenas da minha vida passavam-me pela mente
E eu era atormentado pelos fantasmas dessas lembranças

Meu desejo era fugir de mim mesmo, aniquilar-me...
Fazer a minha consciência calar-se, e esquecer-me...
Tão mais fácil seria se a morte fosse realmente o fim
E não um preâmbulo para um novo recomeço!

Sempre busquei saídas para evitar encarar os problemas
Me escondi no vicio para fugir da dor
Mas o sofrimento sempre me encontrava na próxima esquina
Não se pode fugir de um destino já traçado!

Caminhava e o único cansaço que eu sentia
Eram as dores das angustias represadas no meu peito
Calava um grito preso na garganta
Sem conter agora as lagrimas que caíam em abundancia...

Onde eu estava não havia nenhum vivente
A terra não se afundava sobre o peso dos meus pés
E alem de todas as dores que atormentavam minha alma
Levava em mim a marca de ser mais um suicida!

Yves Vicent, 15 de agosto de 2010 às 19:37

Nenhum comentário: