Eu não nasci para ser
o grande amor da vida
de ninguém.
Eu sou o vento que,
quando você sente acariciar
seu rosto no fim do dia,
já passou,
já não está.
Sou feito de impermanências,
uma história que nunca
teve um ponto final.
Sou a última nota de uma melodia
que, depois de ouvida,
você jamais ouvirá
novamente ser tocada.
Talvez eu tenha nascido assim:
para passar,
para tocar sem permanecer,
para ser lembrança
antes mesmo de ser saudade.
Yves Vicente Serrano,
Em 16/08/2026
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